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sábado, 17 de novembro de 2012


Com uma proposta sempre sustentável, o Parque Villa Lobos se tornou a casa da 34ª edição do evento.

Com o pavilhão do parque Ibirapuera tomado pela sua dona: a Bienal, o SPFW - São Paulo Fashion Week, Calendário Oficial da Moda Brasileira foi tomado pela mudança. A ciranda da moda precisava não só de ajustes na agenda das temporadas, mas precisava também de um novo espaço. Com uma proposta sempre sustentável, o Parque Villa Lobos se tornou a casa da 34ª edição do evento, a terceira realizada este ano, que terminou na quinta-feira com um público de 30 mil pessoas e R$ 8 milhões em investimentos.

Por que mudou? A mudança nas datas era há tempos solicitadas pelo mercado. A partir de 2013, a edição de Verão será realizada em março/abril e o Inverno será apresentado em outubro/novembro.

"A partir da mudança, a indústria da moda terá prazos mais alongados de produção e entrega. Os riscos, que até agora eram assumidos exclusivamente pelos criadores, serão compartilhados por toda a cadeia. As empresas poderão trabalhar com uma programação mais acertada e garantir uma entrega mais eficiente", avalia Paulo Borges, diretor criativo do SPFW. "É mais um passo em direção a uma inserção definitiva da moda brasileira no mercado global."

E foi com uma cenografia assinada pelo multiartista Felipe Morozini, que o SPFW ganhou estufas de criatividade. O espaço ficou verde em todos os sentidos, com estampas de plantas nos tecidos da forração, muitos vasos, ar fresco e úmido e apenas duas salas de desfile uma em frente à outra, o que facilitou em muito o trabalho da imprensa.

"Estamos experimentando novos ares, mas ficou aconchegante e funcional", comenta Paulo Borges, enquanto também fotografava com o telefone o desfile de Fause Haten, estilista que também cantou na passarela.

Pelas duas passarelas, quase todas as 19 grifes participantes desfilaram e apresentaram um inverno aquecido pelo talento brasileiro, pontuado pelas inúmeras possibilidades do vermelho e preto, tecidos metalizados, estampados, mil geometrias, pernas de fora, vestidos tubo, calças curtas sejam retas ou pantalonas e muitos paletós e camisas ajustadas para eles e elas.

Além dos desfiles, o evento contou com a loja Pop Up SPFW, com exposição e venda de peças de design de marcas de todo o Brasil. Produtos de 17 micro e pequenas empresas que fazem parte do convênio "Contextualizar na Moda", firmado entre o SEBRAE e o IN-MOD, que visa inserir este grupo no mercado de alto valor agregado da moda.

No último dia, o AfroReggae e a grife Reserva lançaram no evento o selo AR, marca para licenciamento de produtos que vai gerar recursos para mais de 35 projetos de reinserção social. O selo AR poderá ser licenciado por qualquer outra empresa parceira.

Uma edição histórica para a moda brasileira, o SPFW continua a potencializar a transformação e só nas três edições de 2012 movimentou R$ 34 milhões.

"O mercado mudou muito. Precisamos ter visão, estratégias, gestão. Uma política industrial. Estamos fazendo uma mudança fundamental para todo o setor.Com os desafios impostos pela nova economia, rever o planejamento e as formas de atuação é imprescindível. É necessário inovar, transformar e ir além".

Fonte: http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/37021/SPFW+testa+novo+formato+

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